Mensagem de um velhinho

domingo, 26 de abril de 2009

Casa da Mãe e Avó Virginia


A saudade que eu sinto dos meus tempos de criança não há palavras que a consigam descrever !

Não pela distância dos anos passados, mas sim pelo desaparecimento fisico e irreparavel daqueles e daquelas que dentro desta casa viveram e foram a origem da minha existência !!!

1 comentário:

Maria de Lurdes Campelo de Sousa disse...

Não é, de todo, da casa de Montão que eu sinto saudade, uma vez que tenho melhores condições naquela em que moro. Mas é, como dizes e bem, meu irmão, das pessoas especiais que aí viveram: meus avós, minha mãe, e minha madrinha.
Quem ler este comentário, para além de ti, achará, no mínimo, estranho, de eu não falar do meu pai. Mas eu explico:
Quando ele faleceu era eu pequenina. Tão pequenina, que nem o conheci. No entanto, não quero dizer que não gostaria de ter crescido com ele por perto. Mas, na verdade, as pessoas que mais me disseram na vida porque convivi com elas e senti o seu afecto, foram as que acima mencionei.
Não preciso de me reportar ao passado para lembrá-las. Estão dentro de mim e rezo por elas.
Quanto prezo os que, manifestamente, comungam dos meus sentimentos, sobretudo tu, Neca, que me parecias tão desligado das pessoas, mas que tantas vezes e tão bem exprimes o que sentes por elas.
Comparo-te a uma caixinha de surprezas. Nunca se sabe o que contém! E tu, meu querido irmão, também me surpreendes com gestos, atitudes e decisões.
Ninguém imaginaria, nem eu, que num dia de Páscoa, tão cedo, viesses com a tua família à casa de Montão fazer memória dos costumes que em tempos praticavam os nossos entes queridos - receber o compasso.
És o meu orgulho e o daqueles que, porventura, do lugar onde estão tenham assistido a esse evento Pascal.
Beijinhos e que Deus vos abençõe.