<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1540526950623787226.post7028822159585385088..comments</id><updated>2009-05-24T10:50:37.864-07:00</updated><title type='text'>Comments on Lugar de:  MONTÃO - OLIVEIRA - CINFÃES: MOINHO NA PONTE DA LAGARIÇA</title><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://montao.blogspot.com/feeds/7028822159585385088/comments/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1540526950623787226/7028822159585385088/comments/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montao.blogspot.com/2009/05/moinho-na-ponte-da-lagarica.html'/><author><name>MONTAO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04123506909516796213</uri><email>campelodesousa@sapo.pt</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1540526950623787226.post-6954859825430263706</id><published>2009-05-24T10:50:37.864-07:00</published><updated>2009-05-24T10:50:37.864-07:00</updated><title type='text'>Não sabia eu que o Moinho da Ponte da Lagariça ain...</title><content type='html'>Não sabia eu que o Moinho da Ponte da Lagariça ainda moía. A sua fotografia remonta-me ao passado, assim como àqueles que, à cabeça ou às costas carregaram o milho, o centeio e, muito mais tarde, o trigo, para que depois de terem passado pelo tradicional processo de moagem, regressassem, pela mesma via, às nossas casas. &lt;br /&gt;Era longo e difícil o trajecto que se fazia! Descalços, carregados e com a barriga muitas vezes a "dar horas", tinha de se obedecer às ordens de quem mandava.&lt;br /&gt;Chegada a farinha ao destino, pensava logo na confecção da broa que era a base da nossa alimentação. Peneiravam-se as duas quantidades de farinha e com o fermento que se pedia ao vizinho ou que, propositadamente, se guardava da fornada anterior, preparava-se a massa, juntando à farinha de milho alguma de centeio(chamada a mistura que servia para ligar a massa). Juntava-se-lhe, paulatinamente, água morna, sal que bastasse e "castigava-se" com as mãos a dita massa, de cima para baixo, de baixo para cima e de todos os lados até que a mesma ficasse fofa e ligada. Depois, juntava-se toda ao canto de um tabuleiro fabricado a propósito, fazia-se uma cruz em cima da massa, ao mesmo tempo que se pronunciava uma reza a qual, no momento, não me ocorre. Lembro-me apenas que se pedia a Deus o acrescento da massa. Deixava-se esta algum tempo a levedar(de 1,30 a 2.00 horas)e ia-se vigiando de modo a que quando a massa começasse a ter algumas "rachas" pequaninas, como se dizia na altura, estaria na hora de acender o forno.&lt;br /&gt;Então, era um tal de enfiar-lhe lenha para que aquecesse depressa, porque a "fintura" da massa também se apressava!&lt;br /&gt;Sabia-se que esta estava no ponto, quando abria grande "rachas".&lt;br /&gt;E o sinal visível de que o forno estava quente, era uma marca esbranquiçada na sua fronte. Varria-se, de seguida, o forno, deixando as brasas nos lados e perto da porta para sustentarem o calor durante a cozedura do pão.&lt;br /&gt;A operação seguinte era a de se tenderem os bolos e as broas numa tendedeira de pinho e  postos numa pá redonda eram lançados no forno. Os bolos saíam primeiro porque eram menos espessos do que as broas. Comiam-se com sardinhas ou parte delas  quando as havia!... e, por fim, saíam as broas. &lt;br /&gt;Havendo pão já não se passava fome. O pior é que quase sempre se comia mais!.&lt;br /&gt;Não teria muito a ver a associação que fiz entre o moinho e o modo como se fazia o pão. Mas, poderia este estar presente nas nossas mesas se os moinhos tradicionais ou os actualmente sofisticados não existissem? Eis a questão:</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1540526950623787226/7028822159585385088/comments/default/6954859825430263706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1540526950623787226/7028822159585385088/comments/default/6954859825430263706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://montao.blogspot.com/2009/05/moinho-na-ponte-da-lagarica.html?showComment=1243187437864#c6954859825430263706' title=''/><author><name>Maria de Lurdes Campelo de Sousa Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email></author><thr:in-reply-to xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' href='http://montao.blogspot.com/2009/05/moinho-na-ponte-da-lagarica.html' ref='tag:blogger.com,1999:blog-1540526950623787226.post-7028822159585385088' source='http://www.blogger.com/feeds/1540526950623787226/posts/default/7028822159585385088' type='text/html'/></entry></feed>